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Grupo Ceuma

28 anos

25 de maio de 2016, 20:48 - Por Amauri Tavares

Emoção marca estreia do filme  “Haroldo, o que Ousou Sonhar”

A parceria entre a Universidade Ceuma e o Museu de Artes Visuais do Maranhão (MAVAM) rendeu, na noite de 24 de maio, o lançamento do filme “Haroldo, o que ousou sonhar”, documentário dirigido por Joaquim Haickel com roteiro e edição dos jornalistas João Ubaldo e Luis Fernando Baima. O filme faz breve retrospectiva da vida do engenheiro civil Haroldo Tavares quando comandou a extinta SVOP (Secretaria de Viação e Obas Públicas do Estado) e, na sequência, a Prefeitura de São Luis, entre 1965 e 1971.

“Nossa intenção foi registrar a importância que teve Haroldo no cenário de São Luis e nas obras que desenvolveram a infraestrutura do Estado. Visão rara de mundo, inovador e inquieto, foi definitivo para a transformação da feição urbana da cidade, impulsionou os maiores projetos econômicos e inseriu São Luis na cena brasileira dos anos 70″, disse Haickel, um declarado entusiasta da obra de Haroldo. Segundo o roteirista Fernando Baima,  as  intervenções feitas por Haroldo  não se restringiram ao seu talento de engenheiro. Ele era provocativo, instigador, abriu a cabeça da elite e quebrou paradigmas tacanhos e provincianos. Começamos a ter orgulho de nós mesmos”, disse o jornalista que só conheceu Haroldo Tavares pessoalmente na gravação do filme, depois de dois meses de muita “conversa ao telefone, quando ele me desafiava com perguntas de toda ordem para me testar”, conta ele, rindo.   “A obra dele  está imponente há quarenta anos. Até hoje, nenhum homem público conseguiu superá-lo”, arremata Joaquim.

No filme, falas de vários  personagens que testemunharam a empreitada desenvolvimentista, como os engenheiros Luiz Raimundo Azevedo, Adolfo von Randow, Bento Moreira Lima e o economista Jayme Santana, sobrinho de Tavares e, na época, o secretário do Estado responsável pelo apoio financeiro às obas urbanas mais importantes de Haroldo, como o Anel Viário, a pavimentação de dezenas de bairros e a construção da Lagoa da Jansen. “Feliz do homem público que cultiva a fama de sonhador. Sinto muita saudade, sim”, diz ele em um dos  trechos mais tocantes dos quase 120 minutos do doc que  entremeia imagens raras de arquivo em preto e branco e os depoimentos do personagem principal que servem de fio condutor para traçar o contexto político e econômico dos anos mais promissores da capital maranhense. “Daqui a quarenta anos ainda vão falar da gente. Só pergunto o seguinte: por que um colega meu não faz o que tem que ser feito pela cidade?”, questiona Haroldo na longa entrevista concedida à equipe, dois meses antes de falecer aos 80 anos. “O mais importante é o exemplo que ele incorporou do servir ao público”, disse a filha Márcia Tavares, que acompanhada pelos familiares de Haroldo Tavares, prestigiou o lançamento do filme. Segundo Haickel, a partir de agora o fita passa  a ser veiculada em canais por assinatura, como o Prime e Cultura.